O azeite de oliva é encontrado nas prateleiras do supermercado sob diversas marcas, com diferentes classificações e preços, isso confunde muita gente.

O que significa azeite refinado, azeite virgem, azeite extra-virgem? Qual o melhor para a saúde? Qual a diferença entre eles? Todas estas dúvidas surgem diante de tantas opções, o consumidor fica confuso e sem saber qual deles comprar.

A classificação do azeite de oliva é estabelecida por legislação específica de cada país. No Brasil pela resolução 482 de 23 de setembro de 1999.

O azeite de oliva é o óleo comestível extraído de azeitonas, constituído por ácidos graxos (maiores componentes: 97 a 99%). Entre os ácidos graxos monoinsaturados, o ácido oléico apresenta maior quantidade, sendo este responsável pelo grau de acidez do azeite.

O azeite também possui em sua composição hidrocarbonetos, fosfatídeos, esteróis e vitaminas lipossolúveis (E, A, D e K).

Classificação do azeite

Azeites Virgens

São azeites obtidos a partir do fruto da oliveira unicamente por processos  mecânicos, ou outros processos físicos- em condições que não alterem o azeite e que não tenham sofrido outros tratamentos além da lavagem, da decantação, da centrifugação e da filtração.

Os azeites virgens dividem-se em:

Azeite virgem extra:
Azeite excelente, sua acidez, expressa em ácido oléico, não superior a 1%.  Não sofre nenhum refino químico, por isso é mais puro e mais rico em nutrientes, sendo o mais saudável de todos os azeites.

Azeite virgem: Azeite de boa qualidade, pode apresentar ligeiríssimo defeitos de cheiro e sabor quando em comparação ao extra virgem, sua acidez, expressa em ácido oleico, deve não superior a 2%.

Azeite lampante:
É um azeite com uma acidez, expressa em ácido oleico, superior a 3,3%. Este azeite não pode ser consumido diretamente, para ser comercializado, deve  sofrer refinação.

Outros tipos de azeite

Do processamento do azeite lampante surgem outros dois tipos de azeite que podem ser comercializado:

Azeite refinado – Azeite lampante refinado quimicamente, cujo processo resulta em perda do gosto, cor, aroma e parte das vitaminas (20 a 40%) e outros nutrientes (inclusive alguns benéficos à saúde.  A acidez deste tipo de azeite pode ser a partir de 0,5%.

Azeite composto – é um azeite mais barato, constituído de azeite refinado misturado com outros tipos de óleos, como o de soja, por exemplo. Portanto, não tem o gosto característico de azeite e tem uma qualidade inferior.

Espero ter podido esclarecer mais sobre azeites, a intenção é facilitar na hora da compra.

Links:
http://www.confagri.pt/PoliticaAgricola/Sectores/OliviculturaAzeite/PAC-OCM/OCMAzeiteAzeitonaNormasCom.htm
http://www.azeitegallo.com.br/origem/selecao/br
http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/public/showAct.php?id=135

http://www.brazuka.info/azeite-de-oliva.php

A Dieta Mediterrânea

15.set.2008

Esta dieta é considerada pelos especialistas como sendo a mais saudável do planeta por trazer benefícios como aumento da longividade, redução da incidência de doenças cardíacas e do cancêr. A dieta ainda é rica em fibras, vitaminas e mineirais, nutrientes essenciais para a boa função intestinal e ajuda no controle do colesterol.

A região mediterrânea é formada por países de três continentes diferentes, onde todos são banhados pelo mesmo Mar: o Mediterrâneo. Na Europa, países como Itália, Espanha, Grécia, Iugoslávia, França e Albânia; Na África, países como Egito, Líbia, Tunísia, Argélia e Marrocos e na Ásia, países como Turquia, Israel, Síria e Líbano fazem parte desta região.

Apesar das inúmeras diferenças culturais, econômicas e sociais entre eles, certas características geográficas (clima, temperatura, solo) influenciaram sua agricultura e, conseqüentemente, seus hábitos alimentares, ao longo dos séculos.

Na dieta Mediterrânea encontra-se equilíbrio entre carboidratos simples e complexos, proteínas e gorduras insaturadas. Uma característica marcante é o uso abundante de azeite de oliva, uma gordura mono-insaturada, que colabora ainda mais para o aumento de seus benefícios nutricionais.

O cardápio desta dieta inclui consumo elevado de frutas, hortaliças (verduras, legumes), cereais, oleaginosas (amêndoas, azeitonas, nozes), grãos (grão de bico, lentilha), vinho e azeite de oliva.

Um baixo consumo de carnes vermelhas (poucas vezes no mês), gorduras de origem animal, produtos industrializados e doces (ricos em gordura e açúcar) e uso moderado de frango e peixe (apenas algumas vezes por semana) é o que faz a diferença na dieta mediterrânea para as outras regiões do planeta.

Difícil é ficar sem comer carne, peixe ou frango todo dia! Fácil é consumir vinho todo dia :) .

Ficou interessado? Veja a freqüência de consumo dos alimentos na pirâmide abaixo: