Quem nunca ouviu a frase “olha como ele é lindo, bochechinhas rosadas, fofinho.”, realmente é cultural, todo mundo acha lindo um bebê gordinho. Mas atenção! O orgulho da família hoje pode tornar-se o obeso de amanhã.
A criança que aprende a comer bem até atingir cinco anos, diminui fortemente o risco de se tornar um adulto compulsivo por guloseimas.
Muitos dos erros alimentares encontrados na infância vêm sendo passados de pais para filho. E como ensinar a comer se o professor ainda não aprendeu a lição?
Ensinar seu filho a comer é a maior prova de amor que você pode dar, isso irá trazer mais saúde e evitar o aparecimento de doenças a pessoa que você mais ama no mundo.
A primeira lição é o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, não precisa chá, água ou suco. Esta fase é determinante, muitos bebês que não mamam acabam desenvolvendo obesidade pela inadequação da alimentação, muitas vezes com leite inapropriado para a idade, com acréscimo de açúcar ou cereais.
Depois dos seis meses de vida chega a hora da alimentação complementar, e também nesta hora a mãe deve ter o cuidado para promover bons hábitos. Não liquidificar tudo é a primeira dica. Introduza alimentos um a um, assim seu filho irá reconhecer o gosto específico de cada alimento. Alem, do que, seu filho precisa estar exposto a diferentes texturas, e como conseguirá isso se está tudo liquidificado?
Segue abaixo receita de primeira papinha
Ingredietentes:
- 1 cenoura
- 2 folhas de alface
- 2 colheres de sopa de cebola ralada
- Pequena quantidade de salsa
- Uma pitada de sal gosto
- Um fio de óleo de canola
Modo de fazer:
Coloque tudo para cozinhar em pouca água, se for necessário vai acrescentando água fervente aos poucos. Depois de tudo bem cozido, amasse com o garfo.
Você poderá mudar a cenoura e o alface por outro legume e hortaliça. O interessante dessa receita é justamente não misturar todos os legumes, para que assim o bebê reconheça o gosto da cenoura em isolado.



Muito boa matéria, e como nutricionista concordo plenamente que os adultos estragam o paladar infantil, oferecendo produtos incompativeis para o bom desenvolvimento dos hábitos das crianças.
O que me entristece é ver colegas nutricionistas com dificuldades básicas para fazer com que seus proprios filhos se desenvolvam saudavelmente em relação a alimentação.