Pesquisa realizada com 15 mil idosos da América Latina, china e Índia, observou que quanto maior o consumo de peixes, menor a incidência de demência.
Os participantes responderam perguntas sobre suas características sócio-demográficas, estado de saúde (com exame físico e neurológico para diagnóstico de demência, presença de doenças crônicas e hábito de fumar), hábitos alimentares (com perguntas padronizadas sobre o consumo semanal de peixes e carnes).
Após análise dos resultados, foi possível verificar que houve maior prevalência de indivíduos com hipertensão e doenças cardiovasculares nos centros mais desenvolvidos da América Latina.
Dentre toda a amostra, houve 1340 casos de demência. Em todos os países, exceto Índia, houve uma associação inversa entre o consumo de peixes e a incidência de demência.
Segundo os pesquisadores, este foi o primeiro estudo com resultados significativos sobre a menor prevalência de demência entre aqueles com maior consumo de peixes em uma amostra populacional de cinco países da América Latina, China e Índia. Antes, as evidências sobre este efeito protetor dos peixes era limitado aos países desenvolvidos.
“Não tivemos informações sobre os tipos de peixe e carne consumidos, tamanho das porções e nem a respeito do método de preparo. Estes fatores poderiam ser bastante relevantes. Embora os resultados do estudo sejam válidos, não devem ser generalizados à população mundial, somente para aqueles grupos populacionais com hábitos dietéticos e de vida similares aos dos países estudados”, concluem os autores.
Fonte:
http://www.nutritotal.com.br/notas_noticias/index.php?acao=bu&id=436

